Marciamah

Biografia

Ao ver a vida pelas lentes da canção faço da voz meu guia em busca de novos horizontes, pois o que é o canto se não uma forma de conhecimento de si e do mundo? Nessa trajetória minha música passeia por paisagens sonoras sem fronteiras, levando na bagagem a herança miscigenada da MPB.

Cantora, compositora, atriz e pesquisadora musical. Com formação em Canto Lírico e MPB/JAZZ e graduada em Filosofia.

Foi Gestora Cultural da ONG Teatro OFF, ASA Associação Serrana Ambientalista e Oficina Cultural Grande Otelo SEC entre os anos de 1994 a 2000, realizou diversas mostras de música, literatura, teatro e artes plásticas.

Integrou o Grupo de Intervenção Performática “Olho da Rua”. Atuou como solista em concertos sinfônicos e Coral Lírico, entre eles “Réquiem” de Mozart, “Oratório de Natal” de Sant Sains, “Suíte dos Pescadores”. Turnê “História da MPB” pela Produtora Tom Brasil, quarteto vocal com Orquestra Sinfônica Paulista, ao lado de nomes como Zimbo Trio, Hermeto Paschoal, Altamiro Carrilho e Wagner Tiso em apresentações no Canecão RJ, Teatro Cláudio Santoro DF, Sala São Paulo e Memorial da América Latina – SP.

Gravou seu primeiro CD, em 2000, “Apanhado”, participando da Bienal “PRATA DA CASA” SESC Pompéia e Circuito Cultural PMSP. Em 2006 lançou o CD “Choro Canção”, com clássicos do gênero letrado com o Grupo Casa de Marimbondo.

Participou de CDs como finalista do Mapa Cultural 2003 com o compositor João Leopoldo, Festival da Canção FENAC 2015, CD infantil “Bicho sem pé nem cabeça” de Betu Cury e “Expressões” do Coral Cênico “Da Boca Prá Fora”.

Idealizadora de espetáculos musicais como “Tropas e Canções”, apresentado com o Quarteto Pererê, “Samba Interior” em parceria com Osvaldinho da Cuíca, produziu shows em homenagem a Nara Leão, Noel Rosa, Cartola, Dorival Caymmi, Carmem Miranda, Adoniran Barbosa e Clementina de Jesus.

Como produtora organizou em livro a obra completa do pianista e compositor erudito Nilson Lombardi (403 pg Ed. TCM).

Convidada para compor o Júri do Festival SESI Música 2014 e 2015, palestrante no Festival da Integração no SESC Bertioga SP 2010/2011, Festival do Trabalhador SESI Itapetininga 2013, Projeto Saber em Ação e Arte Educação do Sesi SP, edições 2010 a 2013.

Lançou em 2011 o CD/DVD “láláiá” – Um canto plural brasileiro, com canções inéditas de sua autoria, com o qual realizou turnê em cidades portuguesas em 2015 pelo selo europeu MIS (Music In My Soul).

É diretora da Companhia de Repertório Brasilidades Produções Artísticas, onde realiza workshops e a criação de espetáculos como “O Canto Brasileiro”, “Geografia Musical Tropeira” e Ecos de 22 – Desdobramentos Musicais da Semana de Arte Moderna”.

Produziu em 2016 o álbum de clipes PRISMAH – um olhar sobre o corpo da voz, onde assina direção, música, roteiro e produção.

Impossível ouvir a Mah sem um silêncio pleno de reverência e estupefação. Impossível não notar que, da menina miúda, um som aos poucos se agiganta e engole todos os espaços possíveis. Sua voz potente gruda-se aos nossos ouvidos, pendura-se em nossas roupas, penetra pelos poros como dedos longos a nos tocar, suaves. Quem ouve a musa Mah é fatalmente invadido por um som quente, adocicado e negro. Da MPB ao Erudito, do Samba à Moda de Viola, do Rock ao Jazz e ao Blues, tudo explode, tudo renasce, tudo vira veludo, na voz de Marciamah.

Miriam Cris Carlos, Escritora e pós-doutora em Comunicação Social e Semiótica

Falar de Marciamah é como falar dos sons da natureza, é lembrar os pássaros que ao se manifestarem encantam sem esforço. Marciamah canta das notas mais difíceis aos sussurros, com pura arte que exala em canção. Mas, uma grande cantora vai além de sua extensão ou técnica vocal, uma grande cantora também possui atributos, muitas vezes, intangíveis como carisma, presença e domínio de palco, gestual e o poder de emocionar a cada música, que canta como um pássaro raro com seu talento natural e o encantamento de artista. Assim, é sempre uma experiência sensorial escutar essa cantora tão especial que é Marciamah.

Edgar Steffen, Diretor criativo da MSG.net.br e editor da Plataforma RAIZ

Marciamah, que inundou minha casa com a luz dos vagalumes, que vão, parodiando o poeta, costurando a claridade da nossa música como amanhecer que precisa de muitos galos. Ela mantém acesa a “chama da vela que chama fantasias da memória, que nos devolve, em nossas longínquas lembranças, situações de vigílias solitárias”, reunindo uma nata de artistas, comandados por São Gonçalo, o padroeiro dos violeiros e Santa Cecília a madrinha dos músicos, ela veio com seu cortejo, invadindo meu espaço, depois de pedir licença, como numa autêntica Festa do Divino. E veio com suas flores de laranjeiras, o cheiro da chuva na relva. Abençoada Marciamah, que traz para mim nessas lonjuras que eu amo, as águas límpidas do rio que corta minha aldeia e se recupera depois de longo e tenebroso inverno.

Paulo Betti, Ator, Diretor e Dramaturgo

PRISMAH parece ser a inauguração de um novo percurso, uma nova compreensão de si, na qual o olhar de Marciamah funciona como uma luz refratária de sua própria percepção, um olhar que ilumina, uma luz que refrata, uma voz que reluz de uma visão que ressoa, um prisma que canta.

Thiago Alixandre, Bailarino, Filósofo e Gestor Cultural do Parque da Autonomia